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Como e por que contratar um projeto de arquiteto?

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Infelizmente nossa cultura de consumo trás para a construção civil uma visão sobre a execução de obras como a aquisição de um produto e não como um processo como ela realmente é. Entender esse processo inteiro desde o início significa ter muito mais chances de conseguir passar por todas as etapas e obter o resultado desejado lá no final. Por isso resolvi escrever este post sobre “como e por que contratar um projeto de arquiteto”.

Qualquer construção bem planejada é um processo complexo mesmo para uma obra pequena: é algo que começa no levantamento da demanda do cliente, no estudo de viabilidade, na definição de escopo e finalmente no desenvolvimento do projeto de arquitetura (com suas fases preliminar, aprovação e executivo). Somente então, com as plantas técnicas em mãos, obter as cotações da mão de obra e dos materiais para execução da obra (ou a cotação de empresas especializadas, as empreiteiras e construtoras) e fazer efetivamente a contratação e gestão dos serviços. A partir daí é o minucioso acompanhamento da execução conforme o planejado e controle da qualidade e dos gastos. Ufa!

Parece longo? Obras são percursos longos (e dispendiosos) de qualquer maneira. Então, um bom projeto é como um mapa ou roteiro bem planeado para você não se perder no meio do caminho. Existem diversas opções, desde um projeto simples, como um roteiro para você seguir, ou até contratar a administração de todo o processo, que seria como um guia personalizado de viagem!

Avaliar a arquitetura (ou os possíveis projetos e seus respectivos autores) por preço não garante maior economia na obra.

Projeto tem um custo baixo com relação ao gasto da obra, variando entre 5% a 12% do valor da mesma. Mas um bom projeto pode fazer uma obra diminuir muito de valor, mais até do que essas porcentagens que representam seu custo, ou seja; ele realmente “se paga sozinho”! Quando empresas fornecem orçamentos de execução de uma obra sem os respectivos serviços bem detalhados (informações que deveriam constar num projeto executivo bem feito) não se sabe no quê, em quanto, e como exatamente se está dando valor!!! É um chute e, como tal, os empresários colocarão margens de segurança pra não trabalhar de graça. Quem paga esta diferença é você!

Se existe a intenção de se fazer uma obra, seja ela nova ou reforma, e ainda não se sabe se é possível e/ou como fazer, o mais correto seria contratar um estudo de viabilidade e/ou um projeto arquitetônico embasado nas condições apresentadas.

A falta de um projeto executivo detalhado desde o início é uma das causas dos famosos aditivos e da falta de controle orçamentário nas obras. E é exatamente por isso também que existe uma separação tão clara entre as atividades de “Projeto” e de “Execução” no conselho profissional e na prática das profissões de arquitetura e engenharia. É fundamental a defesa dessa divisão (e da contratação prévia de projeto) para qualquer obra pública ou privada. Essa separação é uma garantia de um maior planejamento antes que o dinheiro seja gasto indevidamente!

Posso chamar diversos arquitetos para orçar os projetos para esse meu espaço disponível?

Por ser um trabalho criativo, cada projeto será único, com suas características distintas e não serão tão facilmente ou objetivamente comparáveis entre si. Diferentemente da obra que, a partir de um mesmo projeto executivo (com todas as especificações técnicas e quantidades), pode-se orçar diversos fornecedores e efetivamente economizar bastante sem afetar a qualidade desejada.

Por estas questões apresentadas o CAU (Conselho de arquitetura urbanismo), rechaça a concorrência desleal entre os profissionais que apresentam propostas técnicas (e respectivos preços) para os mesmos serviços ou objetivos.

Se eu não posso comparar preços de projeto como garantir melhor custo? Deve-se procurar um arquiteto por afinidade; aquele que tenha portifolio de trabalhos semelhantes ao que você deseja, e por qualidade / referência. Com relação a economia, ela é decorrente da escolha anterior: um bom projeto levará em conta todas as questões financeiras do cliente, apresentando a melhor solução para a verba disponível. Depois disso, uma segunda parte da economia será feita na obra, quando bem gerida. Resumindo…..: Uma construção pode ser econômica mas bem pensada, ou então cara mas mal feita! Prefira sempre a primeira opção.

Por fim, a ultima questão que evitará dor de cabeça (tanto ao arquiteto como ao cliente) é a elaboração de um contrato detalhado, incluindo o escopo, os métodos, o prazo, o preço, as condições e todas as demais questões burocráticas que definem o acordo.

Esta é uma parte fundamental, mas é motivo para um outro texto! Enquanto não escrevo a respeito aqui no blog, vou deixar um link aqui para uma página com bastante informação sobre o assunto. Tudo muito bem explicado e que pode ajudar muito: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=0&Cod=132

Lembrando que não importa o tipo de obra que você quer fazer, comercial, residencial, ou até pistas de skate (mais uma das coisas que fazemos); procure sempre um arquiteto envolvido com seu assunto em questão e tire todas suas dúvidas.

Decidiu procurar um arquiteto? Escreva-nos e diga o que precisa. Caso continue pesquisando, nos encontramos em um próximo texto. Até lá!


Fabio Lanferhttp://www.lanfer.arq.br/
Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie (2008). Está sempre em busca de formas inovadoras e tecnologias mais sustentáveis para criar os seus projetos.

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