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Passo a passo para seu projeto de pista de skate

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Resolvi escrever este post sobre um passo a passo para seu projeto de pista de skate pois este é um tema do qual me interesso bastante (quem me acompanha deve saber) e acredito que posso ajudar compartilhando algumas informações. É um post mais inicial e genérico sobre os tipos de pistas e o que levar em conta para escolher a sua. Outras postagens mais específicas você pode encontrar pelo site na categoria de pistas.

Você que vai contratar um projeto ou construção de uma pista precisa garantir que vai obter aquilo que deseja. Seja se for construir no quintal para seu filho, conseguir viabilizar uma pista para o condomíno, ou até uma pista pública (todas essas postagens estão na categoria do primeiro link)você vai se sair melhor se pensar antes em alguns dos diversos itens que vou exemplificar aqui.

São muito comuns os erros de projeto ou de obra (veja o post do que não fazer com exemplos horríveis) cometidos por quem não é skatista, mas felizmente o cenário do skate no brasil está se profissionalizando, inclusive na questão da infraestrutura para o esporte: as skateparks.
Vários fatores influenciam para obter a pista ideal, adaptada para o que você precisa. Planejamento é a ferramenta principal, portanto se você está lendo este post antes de começar seu projeto começou bem! Vamos elencar alguns destes fatores:

1° ) Qual a modalidade de pista que vai construir:

As modalidades de skate evoluíram e temos tipos de pista adaptados para cada uma delas! Perceba que algumas são parecidas, outras são completamente diferentes entre si.

  • Vert ou Vertical / Half Pipe: Esta é a primeira imagem que vêm à cabeça dos “mais antigos”, ou mesmo daqueles que não são familiarizados com o esporte. Uma pista em forma de U, grande, com 4 metros de altura, onde se pratica e compete a modalidade:
  • Mini Ramp: Trata-se de uma pista também em U, mas menor, para os “meros mortais”. É uma das que ocupam menos espaço e por isso são encontradas pistas desse tipo em toda a parte:
  • Bowl: Pista em forma de tijela (como o próprio nome diz), que surgiu quase nos primórdios do esporte… Praticamente na mesma época, ou pouco depois, que os skatistas invadiam as piscinas vazias em quintais na califórnia. Os bowls tradicionais possuem formato de “8” e em geral as paredes terminam à 90º , além de possuírem aproximadamente 3m de altura (pistas com essas características podem ser consideradas ‘profissionais’, ou são realmente para skatistas mais “casca-grossa”)!!!:
  • Pool: Esta é realmente a origem do skate em “transição” (ou seja; pistas com paredes inclinadas). Não preciso nem falar muito. Conhecem o documentário “Dogtown and Z-boys – onde tudo começou” e/ou o filme baseado na mesma história?! Se não conhece sugiro muito mesmo assistir! Piscinas vazias durante uma seca histórica e surfistas fissurados com pranchas sobre rodinhas… Realmente um roteiro pronto e uma história incrível rsrsrs:

Deste item (originalmente aquático haha) de lazer derivaram os mais variados formatos de pistas que temos hoje! Os bowls (acima) e os banks (abaixo) surgiram disso. Aqui no Brasil é um pouco mais raro, mas também temos piscinas (originais) invadidas e pistas atuais que reproduzem este conceito, vejam:

  • Banks: Esta é uma variação mais acessível aos skatistas comuns (assim como a miniramp é mais usual do que o vertical). Pistas em forma de cápsula, redondas, quadradas, retangulares ou nos mais diversos outros formatos. O que a define/diferencia é ser um pouco mais ‘rasa’ que o bowl e ângulos mais suaves (menos verticais) que os dois tipos de pistas anteriores:
  • Street: Pista com obstáculos que simulam a vertente do skate de rua: área predominantemente plana com caixotes, escadas, corrimãos, rampas, pirâmides, savanas, trilhos, gaps. Podem variar de um formato mini a uma verdadeira cidade do skate com a composição de obstáculos. É o ainda o mais difundido e praticado no Brasil (embora a modalidade Park tenha vindo pra ficar):
  • Skateplaza: Essa é outra opção bem bacana. É aquela praça que pode ter sido pensada propositalmente para o skate ou não. No blog escrevi sobre a lendária LovePark. Aqui em São Paulo temos a Roosevelt e o Anhangabaú (em reforma..), como os itens que aproximam mais o skate com o urbanismo. Abaixo uma pista que nem parece pista e acaba sendo uma pista das mais incríveis justamente por isso 😛:
  • Outros tipos: Pumptrack, Megarampa, ladeiras projetadas para o dowhhill, simulador de surf….e olha que deve ter mais coisa ainda!

2° ) Nível de dificuldade à ser atendido? :

Nem sempre uma pista maior significa que será mais difícil andar nela! Claro que aquelas rampas mais altas serão usadas pelos skatistas mais experientes. Quanto mais alta (ou funda), mais inclinada e com suas transições mais “rápidas” (ou seja ângulos com raios menores, mais “bruscos”), maior será a radicalidade (dificuldade e periculosidade) da pista. Mas qualquer reurbanização poderia ser um ambiente totalmente skatável sem ter que ser uma pista de competição! Seria ótimo para o esporte e para as cidades.

  • Pistas públicas, amadoras e infantis: Uma pista pública deve atender aos mais diversos níveis possíveis de skatistas. Já se for particular (ou para um evento) deve atender ao nível específico pedido por este cliente. O ideal é podermos setorizar esses espaços para os respectivos níveis: Nas áreas dos iniciantes usamos alturas menores e raios maiores, resultando em transições mais baixas e lentas. Já para nas áreas mais radicais/avançadas usamos raios menores e/ou alturas maiores, que resultarão em transições mais rápidas e radicais. Se não for possível setorizar é possível fazer numa mesma pista alguns obstáculos mais fáceis e outros mais difíceis.
  • Pistas profissionais ou para competição: O máximo da evolução do esporte hoje, agora olímpico. As melhores pistas de todo o mundo utilizam praticamente as mesmas tecnologias de projeto (softwares de arquitetura e engenharia) e de execução (técnicas e materiais), sejam em madeira, concreto ou aço. Temos tudo isso aqui no brasil; o importante é ter especialistas ou entendidos do skate em todas as fases de implantação do equipamento. Pistas profissionais são importantes, mas são exceção. É fundamental democratizar a base, que não tem acesso a equipamentos pequenos de bairro de qualidade.
  • Pista ou obstáculos ou D.I.Y (Do it yourself): O pico de skate mais raiz que podemos ver é aquele construído pelos próprios skatistas…. com todas as limitações de espaço, custo, fora questões como proibição, repressão e preconceito! Mas tudo isso não isenta a iniciativa da necessidade conhecimento e técnica. Temos tudo isso cada vez mais acessível e os coletivos de skatistas estão cada vez melhores:

3°) Espaço disponível/local:

Este é um fator primordial para qualquer projeto. É necessário fazer um levantamento do local para o melhor aproveitamento. Seja no galpão, garagem, quintal, terreno, subsolo… Pode ser uma pista enorme ou um pequeno “corredor” que a mulecada usa para andar. Se a área é coberta ou descoberta, se tem infraestruturas que atrapalharão a construção. Até a frequência de uso também deve ser levado em conta para a escolha do método construtivo e durabilidade desejada. Pistas particulares pode-se fazer o que o dono quiser. Já em praças e parques devem ser feitas pelo poder público ou bancadas pelo setor privado mas com autorização dele.

4°) Material / Método construtivo:

  • Concreto armado: Pistas públicas são preferencialmente construídas em concreto armado para uma maior durabilidade (acabam tendo melhor custo-benefício) mas existem outras opções de acordo com o que cada situação.
  • Estutura de Aço: Half-pipes e pistas “móveis” (de eventos) são geralmente estruturados em madeira ou aço, com revestimento de chapas de madeirite próprias para skate. Duas razões para isso. 1-) São mais maleáveis e por isso machucam menos. 2-) Em ambientes cobertos o desgaste é menor e elas duram mais do que expostas “ao tempo”, além de serem mais baratas.
  • Estutura de Madeira: Assim como as anterior, é um esqueleto montado e com revestimento de chapas de madeirite próprias para skate. É mais barata mas deve ser protegida de intempéries para durabilidade, e requer maior manutenção.
  • Granilite (ou granitina): Essa técnica deixou de ser utilizada em pistas de skate por custo. Já que o concreto liso desempenado é tão resistente quanto ela desde que feito com critério.
  • Outros: Refinamentos e novas tecnologias sempre irão surgir, seja nos aditivos ou fibras sintéticas para concreto, novas películas de revestimento para chapas de madeira, ou qualquer outra técnica que tornem as pistas mais baratas ou resistentes. Existem coberturas para pistas de madeira (camadas de concreto/argamassa e polímeros utilizados em pistas próvisórias nos campeonatos mundo afora) ou pistas em que o próprio acabamento é feito com chapas de aço (aqui não funciona bem devido a temperatura e corrosão). O Design ou projeto deve levar em conta todas estas coisas.

5°) Custos e viabilidade:

Esse passo a passo aqui é um resumo. Cada item daria um post exclusivo ou mais, ainda bem que na parte de custos tem esse aqui. Basicamente é preciso ter uma noção do investimento que uma pista representa para saber se é viável encarar a empreitada. É um assunto complexo pois toda obra de construção civil é um somatório extenso de itens variáveis, que resultam em diferenças enormes caso a caso. Espero que o post citado acima ajude.

6°) Desenho e projeto de arquitetura:

Legal, já sabe a modalidade, o nível de dificuldade, o espaço disponível, uma noção de custo por metro. Chegou a hora de desenhar sua pista, usando todas essas informações definidas no passo a passo para seu projeto de pista de skate. Os obstáculos e formatos, as distâncias, as alturas e os raios de transição. Essa criação é uma das nossas especialidades. Sabe como funciona a contratação de um projeto? No seu projeto serão levados em conta todos os assuntos anteriores e mais alguns parâmetros como por exemplo:

  • Os raios de transição: Geometricamente falando, existe uma curva que possibilita “o menor tempo de descolamento entre dois pontos utilizando a gravidade” que é a ciclóide… Mas na prática isso não se traduz em nada relacionado a skatistas usando uma pista. A forma mais usual de projetar e executar pistas é usando as medidas de raios de circunferência para as transições (as rampas curvas de uma pista), mas é necessário certo repertório para definir qual a melhor medida em cada caso… Na prática isso significa que para uma mesma altura podemos ter rampas mais suaves ou mais cavadas (como as diferentes ondas no surf).
  • Proporções: Observe que para pistas mais cavadas é interessante ter um flat (a parte plana, o piso, ou o “zero”) maior, mais generoso, para dar tempo do atleta se recuperar da manobra (ou do drop) desse obstáculo (ou lado da pista) e se “preparar” para o próximo obstáculo (ou o outro lado da pista). Quanto maior as alturas também maior é esse espaço de “acomodação”.
  • Afastamentos: Outro fator muito importante e que tem a ver com as proporções. É preciso destinar um espaço para ganho de velocidade e para “aterissagem” das manobras em cada obstáculo, ou prever a sequência de percursos e obstáculos. Uma maneira simples é tentar deixar 5 metros livres no sentido principal de ataque ao obstáculo e 2 metros livres nas laterais para segurança e manobras de borda ou entradas na diagonal.

Desenvolva seu projeto e bote a mão na massa!

Se você chegou até aqui, obrigado! Espero que este post tenha ajudado com informações relevantes.
Agora é com você! Busque repertório de pistas já construídas e evolua a partir delas. Pesquise vídeos de construção de pista de madeira como estes: Mini ramp ,
Banks , Subsolo , ou de concreto: Snake run Insane+Rotatori

Pra finalizar, um vídeo da execução da Mini Street Parque do Carmo pela Lanfer.ARQ e editado pela SkateConstrói :

SKATE NA VEIA!
Dúvidas, comentários? Escreva!


Fabio Lanferhttp://www.lanfer.arq.br/
Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie (2008). Está sempre em busca de formas inovadoras e tecnologias mais sustentáveis para criar os seus projetos.

11 COMENTÁRIOS

  1. Olá, bom dia! Sou recém formado em arquitetura e meu tcc foi um centro de esportes radicais, gostaria de saber se existe norma técnica para pistas de skate, raios ,inclinações etc…Se existe, por favor me informem, ou uma média….

    • Saulo, bom dia!
      Não existem normas específicas para pistas de skate, mas ainda assim muitas características da execução de pistas fazem interface com as normas comuns da construção civil. Ou seja é uma área técnica, e o ideal é tanto projeto como execução feitos por profissionais qualificados e que também andem de skate (pois apenas quem tem um bom contato com o esporte pode entender as peculiaridades do equipamento – a pista é um equipamento esportivo!).
      Sobre as normas gerais, alguns exemplos….
      Se o terreno for mole, há de se estudar uma fundação que dê suporte à estrutura, como qualquer construção… Ainda que muitas vezes a camada de rolagem funcione como um radier.
      A área da pista é também uma impermeabilização de piso… é importante prever declividade que jogue a água para fora, ou então posicionar ralos para deságue por gravidade ou em último caso (pistas enterradas ou em vale) com sistema de bombeamento.
      Existem também as normas para execução dos concretos estruturais, mais resistentes e mais próximos do traço que deve ser utilizado para pistas. Já a técnica para o desempenamento dele em pistas (para deixá-lo liso) é uma evolução das técnicas de acabamento em cimento queimado, para o qual devemos prever juntas.
      Há também normas de acessibilidade a serem respeitadas no caso de espaços públicos, principalmente nas circulações que levam ou passam pela área da pista.

      • Saulo,
        Sobre os obstáculos, com relação a formatos e dimensões não há como prever regras em norma, pois isso apenas restringiria a criatividade nos projetos sem necessariamente garantir qualidade.
        Acredito que a qualidade de uma pista é dada pela sensibilidade na leitura dos percursos e manobras, e garantida por uma boa execução – uma pista lisa, estável, resistente, durável.
        Imagine agora uma “pista” ou percurso de parkour… não há regra, certo? Mas existe claro um repertório de equipamentos ou pistas. Depois disso é a habilidade do skatista que dirá se ele consegue andar ali ou não!
        Para pistas públicas é interessante garantir que qualquer um (mesmo os mais iniciantes) possam andar e para isso ao menos uma área ou parte dos obstáculos devem ser mais baixos, com raios longos (curvas suaves), etc.
        O que manda nas transições e define a principal característica da pista são os raios, e há uma relação entre raio de curvatura e altura da pista.
        Quanto mais alta a pista mais espaço a transição irá ocupar, porém quanto mais baixo o obstáculo maior o raio em relação à altura, proporcionalmente falando.
        Para projetos “genéricos”, estudos preliminares, ou pistas executadas por quem não tem tanto domínio do assunto, é sempre melhor exagerar no raio do que faltar, pois a pista muito “cavada” (termo importado do surf) começa a ficar perigosa. Se quiser ter uma noção básica dos volumes de uma pita, desenhe ângulos de 20°, 25° até 30° a partir do piso (flat) até a altura que quer do obstáculo e depois busque a tangente pra fazer a curva. Rampas são menos inclinadas, transições podem ser um pouco mais.
        Vou passar uma relação que dá uma noção de grandeza, porém não encarem isso como uma receita pra execução:
        Até meio metro de altura use raios de curvatura de aproximadamente 3x a altura do obstáculo, para meio a um metro a um metro use 2,5x … mais de um metro a um metro e meio use 2x a altura… até dois metros 1,5x a altura…
        Outra coisa é garantir um bom espaço entre obstáculos, o chamado flat, que deve ser também proporcional. Para pistas pequenas use o comprimento de flat com aproximadamente mesma medida do raio ou até 1,5x a medida do raio para dar uma folga ou “conforto” maior para andar.. (mesma idéia do raio; melhor a mais do que a menos). Esta é a parte que depende de maior noção do equipamento e do percurso, e também um dos maiores (e mais comuns) erros em pistas.
        Espero ter ajudado.
        Boa Sorte!

        • Boa tarde Fabio
          Parabéns pelo post, acredito ser de muita valia para todos.
          Estou fazendo uma min ramp e fiquei com uma dúvida , qual traço de concreto costuma usar? E qual diâmetro do tubo que costuma colocar?
          Se puder ajudar agradeço
          Abraço e parabéns Alex

          • Alex, boas dúvidas.
            O traço eu evitei colocar no post pois parece que vira regra. Cada situação é diferente, mas tenho usado uma proporção de 4 latas de areia (que dá um carrinho) para 3 latas de pedra para duas latas (1 saco de 50kg de cimento). Nas últimas masseiras pode diminuir a pedra para facilitar o alisamento desempeno.
            Quanto aos tubos para os “copings”, o ideal é de 2,5″ (duas polegadas e meia) de diâmetro. Vai encontrar com essa medida interna (um pouco maior – que eu até prefiro fica com quase 6cm de diametro acabado) ou externa. Mas o mais importante é a espessura para que não amasse com o skate batendo – de 3mm é o ideal mas a partir de 2,5mm tá ok. Além da proteção.. O ideal é que seja galvanizado à fogo. É bem mais caro mas tem muito mais durabilidade e menos manutenção.
            Abraços!

  2. Parabéns pela postagem! Sou estudante e estou fazendo uma pesquisa para um Street Park. Muitas dicas e informações importantes.

  3. Boa tarde, estou trabalhando na criação de um projeto em um parque da baixada, pensei em incluir uma pista de skate na obra. Gostaria de saber em média quanto custa (de pequeno a médio porte), ou qual o mínimo a ser investido em uma espaço de aproximadamente 1,2 mil m².

    • Paloma, boa tarde. A questão de valor acaba sendo complicada e passar assim. Uma média, uma ordem de grandeza, uma estimativa por metro acaba sendo um “chute” pois mesmo com o projeto executivo pronto a variação de valores dependendo da gestão da obra é enorme! Assim como orçar uma construção com base em valores de mercado por padrão baixo, normal e alto. Construir uma pista bem feita tem suas dificuldades, suas etapas e peculiaridades; não tem paredes (ou na verdade as vezes tem! …só que não delimitando ambientes) e telhado (o que dependendo do caso pode ter também..), mas tem fundação, estrutura, acerto de terreno, impermeabilização, drenagem, acabamento, serralheria, etc etc! É quase uma construção convencional na questão de investimento mas com a necessidade do acompanhamento de algum especialista do esporte em todas as etapas, ou sob o risco de se tornar uma pista que não atende a sua prática desperdiçando recursos, espaço, tempo. Dito tudo isto, eu consideraria pouco menos da metade do custo do metro quadrado residencial estimado R$ 1.682,33/m² pelo Sinduscon-SP. Algo como R$600,00 a 700,00/m² agora em 2019.
      Abs!

  4. e ae Fabio , parabéns por ter pego um tempinho seu pra ajudar e divulgar como construir uma pista de skate. tenho uma duvida, no flat vc deixou o concreto com qtos cm de altura ?

    • Eduardo, beleza? Valeu pelo comentário. A “camada de rolagem” da pista inteira deve ter uma camada mínima. Por norma o recobrimento de armaduras em estruturas de concreto é de 2,5cm. Na parte superior deixamos um pouco mais para garantir esse mínimo mesmo com as curvaturas e o processo alisamento, uns 3 ou 3,5cm. Considerando que as armaduras se sobrepõe aproximadamente 1cm. Ou seja falamos de uma camada de 7cm. Esse é o mínimo… Mas não recomendo usar só isso. Trabalho nas minhas obras com 10cm. Na gringa muitas das pistas que vi são com 15cm de concreto armado, além de usarem concreto com fibras (maior resistência), subcamada de concreto magro mais espessa com 10 (aqui fazemos com 5cm) e até camada de brita compactada antes (igual rodovias). Tudo isso garante uma maior durabilidade.

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Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie (2008). Está sempre em busca de formas inovadoras e tecnologias mais sustentáveis para criar os seus projetos.
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