Economia de espaço / Design Inteligente


Pensei numa postagem para trazer ao blog um assunto que é uma tendência universal e irreversível: a busca pela economia de espaço.
As pessoas tem se acostumado a viver em espaços menores (muito pela praticidade e pela presença de novas tecnologias*, mas principalmente pelo altíssimo preço do m² dos imóveis nos centros urbanos).
E os imóveis novos estão menores justamente pela mesma razão; pelo alto valor dos terrenos, da construção e também de mercado. Então os consumidores que se adaptem (ou se sujeitem) a viver apertados.
Claro que existem, no universo da arquitetura e do urbanismo, argumentos à favor da praticidade dos espaços menores (limpeza, manutenção e organização), ou então em relação à maior urbanidade dos bairros mais adensados, onde há mais gente morando por metro quadrado (com maior contato social, lazer público próximo e acesso a serviços).
Porém, antes até do que discutir a favor ou contra destes aspectos, gostaria primeiro de mostrar algo que tem me impressionado bastante; soluções para os espaços pequenos. Trata-se de um problema potencial para o design.
Dicas de amplitude em apartamentos estão aos montes por aí (em revistas, jornais, blogs, todo tipo que é mídia especializada ou não), mas design inteligente é algo ainda pouco conhecido, além do que caro e inacessível para a grande maioria.
* Como a tecnologia pode nos ajudar a viver melhor com menos espaço?
Basta ver a revolução pela qual passou a atual geração. Hoje temos bibliotecas, midiatecas (pessoais ou públicas) e todo tipo de informação que necessitamos armazenar ao acesso de um computador ultra-portátil, ou então de mesa com uma tela que ocupa poucos centímetros.
Nossos equipamentos de som que demandavam quase um ambiente inteiro também se reduziram a portáteis (ou mesmo o prório computador) conectado a sistemas de amplificação. Os televisores, hoje ultra finos não necessitam mais do que uma parede para apoiá-los. Caixas de som e os sistemas de iluminação estão cada vez mais embutidos nos forros e nas partes construídas (inclusive na área de tecnologia da construção civil, a automação é um dos campos que mais se desenvolve).
Agora é cada vez mais comum os ambientes se tornarem multiuso e os móveis adaptáveis.
Vejam esta mesa:

Quartos se tornaram também escritórios para o estudo das crianças. Salas, bibiliotecas ou os antigos escritórios se tornaram centros de entretenimento, com televisão, computador conectado a ela para exibir fotos, filmes. Jogos agora com sensor de movimentos dos jogadores, viraram até academia em casa.
Esta tendência já generalizada de multiplo uso chega ao mobiliário; com tecnologia e design inteligente. Como imagens dizem mais do que mil palavras, vejam estas soluções:

 A empresa do vídeo acima, a Resource Furniture, já é hoje mundialmente famosa e seus vídeos tornaram-se virais na internet.
Numa outra iniciativa, a Resource Furniture junto com a também italiana CLEI e em parceria com a ONG de Nova Iorque CHPC criaram uma unidade residencial chamada de “Micro-Unit”, vejam só:

Interessante, não?
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