Fazendo Maquetes de Arquitetura


Hobby para alguns, trabalho para outros.  Uma ferramenta, uma arte, e também uma disciplina para os futuros arquitetos. Esta postagem vai interessar à aqueles que querem aprimorar sua técnica de fazer maquetes, ou até à aqueles que querem conhecer mais sobre o que faz um arquiteto.
A primeira parte é um pouco de teoria (técnicas ou dicas), e a segunda parte são exemplos comentados, que dão uma noção mais global do curso de arquitetura à partir desta forma de representação.

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Fazendo Maquetes de Arquitetura

PRIMEIRA PARTE – TEORIA

Objetivo
É ele que define se vale a pena fazer, e como fazer, uma maquete. O que você quer.
Ex.(1) :Vou vender um prédio – Vale a pena investir ? (maquetes profissionais custam caro!), porém maquetes mostram melhor – principalmente para os leigos (compradores) – o conjunto da obra. Bem mais do que desenhos!
Ex.(2): Vou estudar – por exemplo qual a relação do volume com o entorno no meu projeto? – Maquetes de estudo são uma importante ferramenta para a criação arquitetônica. Deve ser simples, de preferência reciclada. Pode-se usar fita ao invés de cola (a não ser que seja para alguma apresentação mais séria..) para ter mais liberdade de intervenções físicas, mudar coisas de lugar, cortar, aumentar, girar, etc. (inclusive junto com os professores)

Escala
A definição da escala é o ponto principal para dizer o que você quer mostrar com a maquete. Uma cidade, um bairro, um quarteirão, um lote, um objeto construído, um detalhe.
Quanto maior a maquete mais detalhes devem ser representados, ou ela parecerá simples demais.
Do oposto, muitos detalhes em uma maquete pequena e ela parecerá poluída.
Outro fator importante é definir escalas usuais. Assim você terá mais facilidade para cortar e montar tudo na proporção correta (além da relação visual com outras representações, principalmente com desenhos na mesma escala)
A “escala” é uma relação inversa (vou descrever aqui usando x:y) entre realidade(y) e modelo(x).
Um X centímetro (ou outra unidade à escolha) do modelo representam Y centímetros (ou a mesma unidade de x) reais. Por exemplo 1:100, um centímetro da maquete representa 100 centímetros -ou um metro – reais. Exemplos usuais:
Para representar um bairro, uma área de intervenção urbanística é comum o uso da escala 1:5000, 1:2500, 1:1000 ou até 1:500 se tiver espaço para uma maquete grande. / Para um grande lote, um conjunto de prédios, ou um clube por exemplo, utiliza-se 1:5001:250, ou então 1:200. / Para representar uma casa ou um pequeno projeto (mostrando bem sua volumetria, estrutura, aberturas e demais elementos é usual a escala 1:100 ou até 1:50. / Para detalhes pode-se utilizar 1:20 ou 1:10, depende é claro do objeto de estudo.

Materiais
Um grande segredo é não tentar copiar com tanta fidelidade os materiais reais, pois ficarão parecendo falsos (por exemplo aquelas arvorezinhas compradas prontas – embora muitas peças tenham melhorado de qualidade…- o ideal é sugerir volumetricamente que haverá uma árvore ali; use bombril, bucha, papel, algodão ou o que tiver disponível!). Paredes / Construções:

1) Para maquetes bem detalhadas use os papéis “Duplex” (brilhante de um lado, fosco do outro) ou “Triplex” (brilhante dos dois lados), que nada mais são do que cartolinas de boa qualidade. Tem um ótimo acabamento. Obs: Cuidado para não amassar ou sujar de cola, pois aparecerá muito devido ao brilho.

2) Para maquetes mais rápidas ou menos detalhadas use “Hörle” ou “Papel Paraná” – São basicamente pepelão com densidade e cor homogênea (as fotos aqui das maquetes cinzas são hörle, as de cor beje são paraná).

3) Para estudos volumétricos ainda mais rápidos use “Papel Pluma”, poliestireno extrudado (XPS) ou também chamado de Depron; um tipo de isopor de alta densidade (com melhor acabamento), que pode ainda vir revestido com papel nas duas faces, apenas em uma ou nenhuma.

4) Revestimentos coloridos: qualquer papel serve! Obs: Apenas use bem a cola e o estilete (como descrito abaixo em técnicas).

Cores
A mesma dica anterior serve aqui (não tentar copiar as cores reais com fidelidade).
Apenas nas maquetes profissionais (e de escala muito ampliada) é que se deve representar tudo e cada detalhe do que será construído (isso venderá o projeto, e obviamente demandará muito trabalho para fazer ou custará caro). A intenção principal da maquete é representar a volumetria. Maquetes monocromáticas, ou numa escala de cores básica  funcionam muito bem. Pode-se mostrar acabamentos e efeitos de luz numa maquete eletrônica por exemplo.

Técnicas
Cola: use o mínimo possível, ela seca mais rápido e facilita o trabalho. Caso descole é possivel colar novamente, porém se melecar tudo, é provável que a cola não seque, escorra, e estrague a peça. Você perderá muito do trabalho já feito.
Estilete: Use a paciência e não a força. Se aplicar força irá cortar de uma vez porém irá deixar o material engruvinhado. O segredo é passar o estilete muitas vezes na mesma direção até que as partes se soltem sozinhas.
Encaixes: Boa dica. Poder desmontar e mostrar algo interno impressiona. Ou facilita a montagem de estruturas complexas.
Fotos ou desenhos impressos: Isso! Usar materiais impressos (nas partes planas: plantas ou fachadas) pode melhorar o acabamento, acrescentar detalhes, mas  principalmente ajudar na escala para que tudo fique proporcional (atenção nisso). 

Mãos à Obra!!

SEGUNDA PARTE – PRÁTICA

Na disciplina de maquetes (que no curso de arquitetura é um misto de treino e avaliação das habilidades), realizamos primeiramente algumas formas simples.

Dica: Não tem prática nenhuma com maquetes? É bom testar operações simples para pegar um pouco de “traquejo” antes de construir aquilo que deseja.

Cortar peças e revestir com materiais. Treino de paciência e precisão. Abaixo o sistema de curvas com ranhuras paralelas, que são feitas usando apenas uma leve passada de estilete (depois claro da marcação com régua e lápis).

Considero uma pena que esta disciplina não está (pelo menos na minha época não estava) exatamente no início da faculdade (embora o início esteja lotado de outras disciplinas legais), então você sofre para fazer alguns projetos na marra e depois vai pra maquetes desenvolver a técnica.

Acima papel paraná plano e curvado com cola branca. De início, você trabalha a criatividade, intuição. Propõe formas e abstrações de significados.  Depois, começam algumas condicionantes, como o “tema”. No trabalho abaixo eram espaços de circulação e permanência. Imaginei uma praça num terreno inclinado. Material: Paraná e Papel pluma, cola branca e muitos cortes com estilete.

Depois veio uma certa releitura da habitação primitiva (hein?). O famoso EP1. É isso mesmo, tinha de pensar nos elementos principais primitivos, fogo (propus lareira / churrasqueira na torre), abrigo (ficaram lajes pois não representei o vidro) e água (lago ou mar) .  Deu nisso:

Lembro de ter gostado muito de ter feito este projeto. Usei papel paraná no edifício. Isopor, massa plástica e papel de folha de bananeira para a base.
No próximo (projeto 2 abaixo) o programa era um auditório (imaginei uma concha acústica) com pavilhão de exposições. Papel horle, palitos de pvc, isopor, capa de apostila plástica para representar o vidro escuro, e papel triplex para a cobertura.
Depois, um dos assuntos mais frequentes: habitação. Abaixo uma maquete esquemática de residência próxima à uma represa (projeto 3) . Imaginei toda a casa à partir de uma sala redonda de pé direito duplo, e dentro dela um mezanino com acesso à varanda. Abaixo da varanda seria a garagem, e acima uma cobertura móvel (mecânica), que pudesse acompanhar o movimento do sol de acordo com a orientação. Materiais: Horle, Craft, duplex, arame, sulfite azul e preto, pluma, e um antigo tubo de filme fotográfico branco leitoso (!)
Depois tive um trabalho integrando aulas de projeto com aulas de maquete (projeto 4):
Um terreno muito inclinado na vila madalena, com a representação deste feita em camadas marrons e cinza de E.V.A. (aquela espuma densa de colchonete).
 
 
Esta é um exemplo de maquete desmontável… Tira-se a cobertura (que teria uma suíte dentro) e é possível ver então o pavimento superior. Tira-se este piso superior e aparece então o andar de baixo. A cobertura curva utilizou a técnica das ranhuras citada na primeira parte do post… As plantas são plotadas do autocad, e todas as superfícies da casa são de triplex.
 
Próxima maquete; um conjunto residencial (ainda para o tema de habitação de Projeto 4). Modulação, repetição e composição. Eram 12 habitações, com lazer, circulação e acesso (Devíamos pensar na insolação, ocupação, volumetria, partido..). Base em isopor revestido de papel rígido, e o resto o de sempre: horle, parana, craft, triplex, papel de bananeira pra grama, papel azul e filme plástico para a piscina.
Dica: Repare que não é necessário detalhar a maquete inteira nos elementos repetidos; pode-se detalhar apenas uma unidade! Outra opção seria fazê-la toda branca numa escala menor, e uma outra maquete de ampliação da tal unidade; com aberturas, texturas, estrutura etc.
Próximo projeto abaixo era um centro cultural para um artista plástico (Projeto 5). Quis ‘ousar’ um pouco e fazer uma cobertura diferente sobre uma praça/jardim suspensa. A maquete de implantação teve planta do cad, e prédios do entorno em EVA cinza. Volume em papel pluma (representando 3 pavimentos), palitos e duplex curvado.
O projeto é triangular. Seu partido foi definido pela forma do terreno e pela relação dele com o lote vizinho (que possui uma árvore gigante bem preservada), integrando-os numa praça… A estrutura não representada no primeiro estudo tinha de ser definida, gerando esta segunda maquete de representação abaixo:
A complexidade dos encaixes acabou distorcendo a altura, mas foi o suficiente para entender como as diagonais dos pilares em Y funcionavam (palitos de churrasco, tripa de mico pluma e cola). Base de isopor com papel rígido, e craft para acabamento. Terreno em hörle revestido de preto. Volume em papel pluma. Cobertura com vigas de pluma e lamina transparente de capa de apostila (!)
A partir do 3° ano as condicionantes começam a ficar mais complicadas… Como já visto no projeto acima, a relação com o entorno se torna frequente e importante, além dos outros fatores como insolação e ventilação, circulação, estrutura, abastecimento de água, estacionamento, etc.
Projeto 6 é um edifício multifuncional. De início você calcula o volume para atender o programa, elabora uma intenção plástica,  e gera uma maquete de estudo (acima: papel paraná, isopor e duplex – embolorado pelo tempo…). Depois, você vai equacionando todas as questões técnicas e, dependendo do seu professor orientador, acaba deixando algumas daquelas intenções de lado para solucionar o problema a tempo da entrega! (Abaixo: base de horle revestido, duplex revestido com as fachadas, palito de dente e craft de alta espessura).
O quarto ano foi muito enriquecedor na disciplina de projeto pois durante dois semestres – proj. 7 e 8 – trabalharíamos numa mesma área e em conjunto com um grupo; cada aluno fazendo o projeto para uma quadra em cada semestre. Acompanhe para ver o resultado final…
 Dica: quando se trabalha com massas construídas existentes é interessante representá-las em branco e o projeto “à construir” com cor. Pode-se também representar as lajes (como eu fiz) com laminas (principalmente quando tiverem varandas), darão uma noção de altura do prédio e um efeito visual razoavelmente bacana para uma maquete de estudo.
 
Vale lembrar que nestas representações o importante era a velocidade e facilidade de realizar alterações, por isso utilizei o isopor. Abaixo ao contrário.. (tsc tsc); existente com cor e proposto branco (não iria ficar bom pintar a parte curva).
O resultado da experiência toda foi um estudo para a reconversão do bairro da Luz. Imaginada à partir da premissa de investimentos, adequações espaciais, atendimento às demandas por equipamentos, adensamento e a não expulsão da população local. Este assunto estava (e ainda está..) sendo discutido, e muito importante para São Paulo. Na verdade acabou tendo pouca participação popular apesar das reivindicações por moradia… Teve também muita polêmica na política de valorização por concessões… além das ações policiais na cracolândia e o projeto – “cidade da dança” – que deveria ter sido construído até 2014 , e foi engavetado (mesmo após gastos milionários) pelo então governador José Serra. Esperamos que o bairro se renove, e de acordo com os anseios da sociedade.
Acima a maquete final e abaixo a planta do que seria o térreo desta parte da cidade segundo a proposta da equipe em que trabalhei.
E finalmente vem o Trabalho final de Graduação. Grande parte da dificuldade dele está no fato do aluno escolher o problema para uma resposta individual. Não há desculpas para:
“ah, mas com este tema é impossível fazer um bom projeto”, ou
“ah, mas neste terreno não dá para encaixar o que eu queria fazer”
Bom, esta maquete acima representa o terreno, o entorno, a inserção urbana. Precisei representar os desníveis  (o relevo) para compreender como funciona sua hidrografia, e projetar em cima disto.
Definidos o volume, a posição, a praça e etc, fui avançando no projeto dos edifícios, sendo que o principal deles foi apresentado na banca com o auxílio de uma maquete mais detalhada abaixo:

Precisei fazê-la em uma escala maior para que os professores compreendessem sua estrutura, já que decidi por um sistema não convencional, usando bambu. (tema que tenho bastante interesse e pretendo cada vez aprimorar mais; arquitetura em bambu)

Embora o resultado tenha saído com um pouco menos liberdade plástica do que o esperado, foi muito gratificante fazer este projeto. Pelo aprendizado e por mostrar para os mais novos (e até alguns mais velhos também) que é possível fazer diferente.

Espero que tenham gostado.
Dúvidas ou comentários sintam-se à vontade para escrever.


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118 comentários

  • Adorei a postagem estou no 3º ano e pretendo fazer arquitetura adoro desenho arquitetônico e a disposição dos objetos no espaço

  • Amei, estou no 1º semestre, já estou fazendo o de terreno, plantas, subindo as casas (maquete) na escala 1:75 e 1:50. Suas dicas me ajudaram muito. Hoje mesmo vai me servir. Obrigada.

    • Que bom! nada como ajudar compartilhando informações. Lembro de quando comecei e não encontrava nenhum material sistematizado do percurso dos alunos na faculdade. Daí surgiu a idéia de sempre fotografar minhas maquetes.

  • bom dia gostaria de saber qual o melhor papel para fazer uma maquete do conjunto habitacional de pedregulho RJ estou no 1°semestre de arquitetura…desde ja agradeco

  • Hum… muito interessante esse projeto! viu minha postagem sobre ele né?
    http://www.lanferarquitetura.com.br/2011/05/conjunto-habitacional-pedregulho-arq-affonso-eduardo-reidy.html
    O material básico é o famoso papel paraná ou hörlle(obs: não se assuste com o nome, é um tipo de papelão/cartolina), além dos duplex e tripex para acabamentos melhores. Depende então da escala: quanto maior o tamanho mais detalhes, materiais mais precisos e finos (vide as últimas duas maquetes do post, que são do mesmo projeto..) Tubinhos para os pilares e papel grosso para o volume curvo do prédio. Acho que o terreno neste projeto é importante ser representado, e irá dar um trabalhão.. Boa sorte!

  • Queria saber (comfirma) quais os materais usados para fezes os edificios, casas, etc… são cartolina e papelão?
    Queria fazer meu primeiro projeto ( um não muito amador) e só queria saber os materiais basicos, como tipo de tinta, os papeis, se usa uma cola diferente, se para pintar o papelão direto ou colar um papel e decora nele…

    • Conhecidos como cartolina são os Duplex (brilhante de um lado e fosco do outro) e Triplex (brilhante dos dois lados)
      Um “papelão” um pouco mais avançado chama-se Hörlle (é o cinza das fotos) que mais rígido, e o Papel Paraná (cor creme nas fotos)que é um pouco mais mole.
      Papel colorido: qualquer um!
      Cola bastão ou cola branca para unir peças e revestir. use pouquíssima quantidade; se descolar você cola denovo. Se melecar tudo terá que refazer todo o trabalho, certo?
      Abraços

  • muito bom! e para quem realmente gosta de criar, elaborar e enovar deve seguir a profissão, arquitetura é algo sem explicação. É um dom.

  • muito obrigado pelo seu blog me ajudou muito so tenho uma duvida.quais sao os materias que podem ser utilizados para fazer uma casa,sala,entre outros?

  • Olá! Prazer!
    Você me indicaria algum material para recriar uma escultura famosa da Grécia? Preciso fazer um trabalho sobre isso e estou pensando em fazer a Estátua de Zeus em Olímpia. o que acha?

    Obrigada!

    • Bom, já deve ter terminado o trabalho… Mas para aqueles que ainda vão ler, indico fazer esculturas em argila que é relativamente fácil de moldar, só exige habilidade manual e noções de proporção para reproduzir qualquer peça ou objeto!

  • Oii, gostaria de saber qual material utilizo pra impermeabilizar a maquete, no local que eu desejo usar água corrente? Massa Plástica? Se sim, qual tipo? Obrigada.

    • Acredito que o ideal é já utilizar materiais impermeáveis, como os plásticos e colas apropriadas (até super bonder serve, apenas cuidado com os dedos). Se a idéia é utilizar por pouco tempo pode fazer em papel (citados na postagem) e impermeabilizar com resina, ou no mínimo algumas camadas de verniz. Massa plástica deve também funcionar. Boa sorte!

  • Ola, vou ter que fazer uma maquete do templo de Herodes, mas não sei o quais materiais para construir.
    Me ajude por favor.

    E o site esta ótimo, adorei as dicas!!! Parabens

    • Depende da escala use o bom senso. Maior escala significa mais detalhes. Muito detalhada demorará uma eternidade, pouco parecerá infantil. Utilize fotos do original e desenhos em escala (na mesma da maquete – uma boa copiadora lhe ajudará) para referência. À luta!

  • Bom dia, qual o material vc usou na maquete em escala urbana pra representar os predios e as curvas de nivel? eva?
    obrigada e parabens!!

    • Curvas de nível em papel paraná ou EVA. Calcule a altura de cada linha para não ficar muito distorcido. Se for o caso desenhe mais ou remova linhas para adaptar à escala/material. Prédios em isopor de alta densidade ou o que tiver e que possa ser cortado. Mãos à obra!

  • Olá , estou na primeira semana de curso !
    e o profº nos mandou fazer uma maquete volumétrica ..
    não faço a mínima idéia de como .. pois ó tivemos 2 h de aula!
    q tipo de planta é necessária… é preciso para se dar inicio ?

    Por Favor .. to desesperada!

    • Coragem! Precisará de plantas e cortes que te mostrem como é o edifício. Se puder escolher, pegue um projeto “famoso” fácil de encontar em livros e revistas especificas. Biblioteca, depois copiadora. Cópia com zoom para escala (sempre números conhecidos; 25/50/100/150/200 %, por exemplo). Corte materiais citados acima no tamanho do desenho em papel e monte!

  • Ola, estou no sétimo semestre e agora a professora passou uma maquete volumétrica do centro de São Paulo, e preciso representar as árvores da Praça da República na escala 1:250. Só que a professora não quer nada colorido e nada com volume, porque perguntei se poderia fazer as arvores com algodão mas ela disse q quer uma coisa mais profissional e menos infantil. Você tem alguma sugestão de material e forma de se fazer isso?

    • Árvores… Sim, sempre implicam com este item pois além da questão de gosto pessoal, as árvores não devem prejudicar a compreensão do espaço. Por isso a cor sóbria e pouco volume. Pode-se utilizar arames retorcidos juntos no tronco e espalhados na copa. Uma solução fácil é usar pequenos galhos de verdade sem folhas, encontre alguns bem ramificados. Já vi com palha de aço, isopor e também algodão (esses dois últimos precisam mais cuidado para ficar legal). Invente mesmo, como se estivesse fazendo uma escultura e assim não terá erro.. Boa sorte!

    • É possível sim! Que bacana, eu também adorava argila, maquetes, lego.. Com argila precisa fazer uma maquete razoavelmente grande, pois não é um material com muita precisão (precisa espaço para as mãos modelar as paredes por exemplo). Os melhores materiais estão no texto do post, mas qualquer material serve, use a criatividade!

  • Ola. Adorei as informações contidas não só no texto como nos comentários. As vezes as perguntas de outras são exatamente o que qremos. =D
    Mas tenho uma pergunta sobre maquete de papel. Estou no 2 ano de Arquitetura e devo fazer uma obra Grega ou Romana. E encontrei Craft Paper de construções belíssimas. Aqueles que vc imprimi e monta.
    Minha duvida é… seria uma boa ideia, fico em duvida do que o professor entenderia. Se fiz de papel para não ter trabalho. Ou coisa do tipo..rs
    Enfim, qria saber se é legal a maquete feito de papel, mesmo porque ela fica perfeita visualizando, mas os detalhes como as ordens, creio que seja impossível fazer em papel. Tem alguma experiencia sobre isso?

    Desde ja, obrigada. =D

    • Olá Marta, maquetes industrializadas são colar na prova… hahaha Na verdade o que você faria sozinha é muito parecido com isto; usar plantas, cortes e elevações para montar em 3d. Sugiro usar o molde “craft paper” mas aplicar em outro material (réplica de corte), Pode usar um papel mais rígido (mais dificil de cortar mas mais resistente depois – pense no transporte). Ficaria na proporção exata mas sem a aparência de industrializada.
      Detalhes mais simples devem ser reproduzidos, os mais complexos podem ser simplificados.
      Veja este exemplo (ainda em papel impresso):
      http://papercraftpapermodelarteempapel.blogspot.com.br/2011/05/blog-post.html
      Boa sorte!

    • Olá Fabio. é exatamente isso que queria fazer, não utilizando exatamente papel, mas em papel fotográfico que tem uma resistência um pouco melhor que papel sulfite e da pra ver os detalhes, ou a cartolina, não sei se da pra imprimir nela. =/ Com sua dica, já me veio na cabeça o papel parana, colando as partes imprimidas nele. Passando o boleador por dentro do desenho imprimido antes de colar pra dar relevo. Se tiver mais alguma dica pra mim.rsrs Mas já me ajudou desde já e fico muito grata. Do link que me mandou é exatamente o quero. Mas com mais cores. Pretendo fazer o Colosseum, ainda nada decidido.

      Muito obrigada. =D

  • Olá Fábio,
    Meu nome é Daniel e tenho 13 anos. Tenho que fazer um trabalho escolar da maquete do Costanera Shopping Center (Santiago/Chile).
    É bem difícil, mas tenho que fazer.
    Queria algumas dicas para saber qual pepel devia usar para fazer os andares das torres, os vidros laterais, a água e colocar as cores!

    Desde já agradeço!
    Att.

    • Daniel, a esta altura já deve ter terminado a maquete há tempos. Os materiais são os de sempre; Papel paraná, Horle, duplex, triplex e o que mais tiver à mão. Para água use papel e celofane por cima para dar brilho (não o de cozinha, o de papelaria mais espesso.. ou pode reciclar plásticos transparentes). Use a criatividade!

  • Ola,
    Estou me formando em arquitetura e estou fazendo minha maquete final de graduação. Amo fazer maquete e estou pensando em trabalhar com isso depois de formada. Gostaria de uma noção de como cobrar por esse trabalho, você pode me orientar?

    Desde ja agradeço

    • Este é um assunto que tem muitas variáveis.
      Vou listar e simplificar, ok?.
      Método de cálculo ou cobrança:
      1) Por hora – é o mais simples de trabalhar, mas você precisará estimar o tempo de serviço, estime com folga para não ficar no prejuízo.
      2) Produto final – isto é; por itens, tamanho ou quantidade; serve para maquetes, renders ou o trabalho que for. Seria um valor fixo baseado em números fornecidos: m² por exemplo. Obs: O valor não diz o nível de detalhe (aliás isto serve para qualquer trabalho de arquitetura…), este deve ser trabalhado conforme a expectativa do cliente e a experiência profissional.
      3) Preço estimado: Com o tempo você poderá cobrar a partir de uma avaliação do serviço/ comparação de trabalhos similares e do mercado.
      Os preços variam de acordo com a região onde o serviço é prestado, e claro a experiência profissional. Pesquise na concorrência e não tenha medo de pedir o seu valor! Boa sorte!

    • Renata, as esquadrilhas navais são boas, mas as esquadrilhas aéreas são ainda mais impressionantes contra as tropas inimigas 😉 hehe. Quanto às maquetes pode-se imprimir e colar, usar o mesmo material da parede em uma camada a mais (colada por fora), outro tipo de papel ou ainda melhor: corte as janelas nas paredes e cole uma camada por dentro para tampá-las se não quiser que seja visível a parte interna. Por exemplo em preto fica legal. Mãos à obra!

    • Na maquete de implantação usei uma chapa de madeira com a planta impressa colada por cima, entorno em EVA. O prédio nas duas maquetes está em isopor de alta densidade em chapas. Nos pilares usei palito de churrasco com isopor e tripa de mico para as uniões. As vigas usei o mesmo isopor com o desenho colado e a cobertura usei plástico ranhurado (devo ter reciclado pasta de escritório). Criatividade é a alma do negócio!

  • Obrigada por compartilhar essas dicas, Fabio!

    Porém ainda tenho algumas dúvidas…

    Estou fazendo uma maquete e o professor que me deu assessoria sugeriu que eu a fizesse monocromática. Como ela possui um volume curvo pensei em fazer no papel duplex ou papel paraná… no entando, não sei como fazer! O teu volume curvo aqui no post está com várias ranhuras, mas o meu não vai ficar legal se eu fizer assim, pois essa minha parede curva é em vidro e com esquadrias em forma de losangos. Então não sei como farei para curvar o material… nunca usei o papel paraná, ele dobra sem as ranhuras? Ou melhor usar o duplex?

    E quanto as esquadrias, elas são muito pequenas (escala 1:500), não tem como imprimir no papel dublex ou parana, e para cortar seria impossível devido a escala. Você sugere alguma coisa? Meu trabalho é de método mimético e eu escolhi o Norman Foster para me inspirar, as esquadrias dele são sempre em losangos e espessas…

    Aguardo sua ajuda!
    Obrigada desde já!

    Manoela

    • Manoela, monocromática fica mais clean mesmo. Quanto as ranhuras não há como fugir delas pois caso contrário o papel irá amassar e ficará mais feio (tanto duplex como paraná). Talvez a solução seja colar um sulfite ou papel fotográfico por cima das ranhuras! Na parte do vidro use celofane, ele curva fácil. Para as janelas imprima, fixe usando fita, e corte com o estilete. Boa sorte!

  • Bom dia.
    Estou no 1 Ano de Arquitetura, e tenho que fazer uma maquete da casa das canoas, estou totalmente perdida, principalmente, sobre escalas, planos e elevação, e quais materiais usar. Por favor se puder me dar algumas dicas, como começar, e materiais a usar.

    Obrigada

    • Doris, a “casa das canoas” é uma das minhas preferidas do grande mestre! Não é muito grande então acho que dá até para fazer 1:50. consiga uma planta em escala e amplie na copiadora fazendo as contas (150%, 200% etc) para chegar num tamanho interessante. Faça várias cópias do tamanho final. Use sobre uma base para a montagem, outra para cortar a laje de cobertura. Há na casa um pavimento inferior semi enterrado. É possível fazer a base a partir do subsolo e preencher o terreno com papel marchê, mas existem infinitas soluções. As paredes curvas escrevi no post acima. As formas são curvas mas simples, eu pensaria em fazer colorida. Pense. Boa sorte!

  • Parabéns!!
    Estou no 1° período de Arquitetura e Urbanismo e já preciso fazer uma maquete de uma intervenção urbana. Na busca por informações, encontrei sua página que já agregou valores pra mim. Muito bom!

  • olá estou no 1º ano de faculdade de arquitetura e preciso montar um predio diferente moderno , mas nao sei quais materias usar , voce pode me auxiliar ?

    • Imagino que se refira ao “projeto 6” – Duplex e sulfite impresso com as elevações. Base de cartolina revestida com papel preto. Pilares de palito. Analise a escala e escolha entre palito de churrasco ou de dente!

    • Vamos lá…. 1 cm na maquete representam 2.000 cm reais ou seja; 20 metros! Agora só falta regrinha de 3 (mais ou meno assim: 20 m = 1 cm / 51 m = X cm), você consegue!

    • Samira, superfícies curvas são um pouco mais trabalhosas.. A técnica que melhor permite curvar sem amassar é “ranhurar”, ou seja fazer ranhuras (o que nada mais é do que leve passadas de estilete sem que se corte o material em duas partes, ficando apenas vincos). Veja a 3º foto do post é um cilindro ranhurado. Dependendo da espessura e do ângulo da curva consegue-se curvar sem ranhurar, faça testes! Boa sorte!

  • Fabio, 10 para seu blog, principalmente para engenheiros sem noção em maquetes. Parabéns por compartilhar as técnicas.

    • Opa, obrigado! Já vi engenheiro bom em maquete física e 3d, desenhando estruturas… e arquiteto bom em acompanhamento de obra e calculo.. Acho que o importante é gostar de construir! Mãos à obra!

  • Nossa, adorei… Eu tava querendo uma ideia legal pro meu projeto escolar, e essa postagem me ajudou muito… Mas, uma duvida: Que material é aquele que parece palito de churrasco??

    • Isso mesmo, são palitos ! Neste caso já não me lembro se era churrasco ou de dente, pois usava bastante os dois tipos nas maquetes. Os palitos brancos da última maquete são de pvc, que cola bem com super bonder, principalmente do tipo gel. Obrigado por comentar.

  • SOU MAQUETISTA,MORO NO CEARA, NA TERRA DA AGUA DE COCO, FORMADO PELA ELLOS SAO PAULO. DEI UMA PARADA NESSA ATIVIDADE PARA ME DEDICAR A OUTRAS. VOU RETOMAR A MAQUETE, MAS JA FAZ ALGUM TEMPO QUE PAREI. PRECISO ME ATUALIZA R, QUANTO AO MATERIAL ATUALMENTE USADO PARA CONFECÇAO DE MAQUETE FISICA PREDIO CASAS ETC, LOCAL DE VENDAS DESSES MATERIAIS, PERCEBI QUE VC PASSA MUITAS DICAS INTERESSANTES.VC PODERIA ME DAR ESSA FORÇA AMIGÃO?! FRAZÃO

    • Frazão, obrigado pelo comentário!
      Sobre os materiais… Papeis sufite, duplex, triplex, kraft, horle e paraná. Pvc, EVA, madeira, isopor.
      Sobre as lojas.. procure por papelarias próximas as faculdades de arquitetura. Em São Paulo temos a Papelaria Universitária e a Papel total por exemplo, ou a ótima a “A Casa do Artista” também para outras artes..
      Abraços!

    • bom… Depende do tamanho da escola e do tamanho que você está disposto a representar! Imagino algo entre 1:500, 1:250, 1:200 ou 1:100 !!! pegue o maior lado da escola e faça regra de três para saber o tamanho que vai ficar em cada uma destas escalas! Boa sorte!

  • Bom dia

    Meu nome é Pablo e sou soldado do corpo de bombeiros do estado da bahia. Acho as maquetes uma criação impressionante. Tenho um grande interesse em construir uma maquete de uma cidade para realizar simulados de mesa. Gostaria se possivel receber orientações para realizar esse projeto ( tutorial, relação de materiais e informações sobre as escalas bem como onde comprar miniaturas para compor essa maquete.).

    Desde já agradeço

    Pablo

    • Pablo, a postagem tem justamente a intenção de colocar estas informações! A não ser de onde comprar o material (não tenho conhecimento de fornecedores na sua região) todas suas respostas estão no texto. Se tiver outras dúvidas, ou alguma mais específica, será um prazer responder.

  • Gostei muito das dicas e das obras arquitetônicas que produziu, estou no no 9° ano e quero fazer uma maquete incrível para aula de artes, suas dicas foram muito úteis obrigado. Pretendo fazer engenharia civil e acho q vou utilizar muitas maquetes.

  • Estou no 2° ano do ensino médio e já tenho certeza de que quer cursar ARQUITETURA,mas indo tenho algumas dúvidas.Uma delas “é onde se consegui os matériais para a produção das maquetes? “

  • Oi, adorei suas maquetes.
    Preciso fazer uma maquete de um teatro grego, e queria saber qual o melhor marterial para fazer a arquibancada e como eu posso fazer… Obrigada desde já

    • Obrigado pelo comentário.
      O teatro grego é basicamente uma arquibancada que se aproveita de um terreno inclinado, que favorece à visibilidade e acústica, além da facilidade de construção. Sugiro EVA ou papel paraná, bons para terreno. Os dois materiais estão exemplificados nas minhas maquetes: Papel paraná na praça de circulação e permanência, EVA no terreno da casa – projeto 4.
      Abraços.

  • Muito bom, estou na 3ª fase de arquitetura e com certeza vai me ajudar muito. Obrigado.

    Gostaria de poder conversar com você sobre o assunto, podemos fazer contato por facebook ou whatsapp?

    • Fabrício, tento ajudar estudantes e profissionais com o blog. Também tenho uma página do Lanfer.Arq no facebook.
      Ainda assim prefiro que dúvidas sejam colocadas aqui; facilita para outros também serem ajudados. Abs.

  • Meu nome é Yago tenho 14 anos e estou no 1 ano de Edificações no colégio Poli Bentinho em Campinas e na aula de Arquitetura a professora pediu para fazer uma maquete da Catedral de Campinas Igreja Nossa Senhora da Conceição e não sei que material usar. Será que de isopor fica bom ? Por favor me ajudem ela pediu ontem para entregar já dia 16/03/2015. Muito Obrigado.

    • Bom dia Yago, obrigado pelo comentário.
      A Catedral é bem detalhada, no isopor será difícil mostrar tanto detalhe; esculpir isopor é difícil e não ficaria bom (Se fosse mais quadrada, sem tantos ornamentos poderia até ser..).
      Mas depende também no nível de exegência pretendido.
      Eu faria quase tudo em papel paraná.. mas exige habilidade com estilete e régua metálica para guiá-lo. Cuidado com isso. Primeiro a “caixa” ou volume principal e torre frontal, e depois adicionaria os elementos neoclássicos com pilares retangulares no corpo da edificação. O capitel (da ordem jonica no caso) eu faria bem simplificado; com pequenos retângulos podendo até desenhar por cima se for o caso. Depois faria os pilares redondos com tubos reaproveitados (pvc, madeira, papel o que encontrar), frontão, cornija.. no frontispício.
      Boa sorte!

  • tenho q fazer uma maquete da casa farnsworth e estou pensando em usar uma base de isopor coberto por papel e a estrutura da casa fazer de papel pluma, esses matérias vão me dar um bom resultado? É a representação de uma maquete volumétrica.

  • Gostaria de saber com que material foi feita a estrutura da ultima maquete! estou no 1° período de arquitetura e sem experiencia em maquetes kkk

    • Natasha, a estrutura foi feita com tubos de pvc e colados com superbonder. Me lembro de ter usado superbonder flexível para peças menores que precisavam de ajuste enquanto eram coladas, e depois reforçadas com superbonder comum.
      As lajes foram feitas em hörle revestido (vendido assim, com sulfite preto).furei o papel para passar a estrutura por dentro, ficando assim mais firme e fiel ao sistema construtivo.
      Abraços.

  • Bom dia…
    Voce ja tentou fazer algo com o DEPRON?
    Estava pensando em fazer minha maquete do 3º semestre de arquitetura com esse material…
    É que com o papel ele acaba entortando e é fragil dependendo dos detalhes, colagem, pintura, entao ouvi falar do DEPRON..
    Ou tem algum outro material que seja mais rigido?
    Obrigado

    • Jonathan, este material que você citou é ótimo. Aliás, eu tinha escrito sobre ele no post porém com outro nome: Papel Pluma. Pelo que sei cada fabricante chama este material de um nome diferente. Então, caso conheçam outros, comentem que adiciono no texto!
      Obrigado!

  • Oie o material que vc sugere lá em cima para fazer paredes é oq vc usa nos primeiras fotos? E onde posso encontrar?

    • Sim, nas primeiras fotos uso horle e paraná. Depois nas maquetes de “cartolina” branca são duplex e triplex. Depois isopor, pluma, pvc.. etc etc. Encontra nas papelarias de arte, ou próximas a faculdades de arquitetura. Boa Sorte!

  • Olá Fabio. Estou cursando o 1º período de Arquitetura e tenho uma maquete da Villa Savoye para fazer. Não tenho a mínima ideia de como começar. Você tem alguma dica?

    • Hinaylen, basicamente o que está escrito no post! Consiga plantas e elevações.. Pense na escala que vai usar e imprima nela. Faça uma base e vá subindo as paredes e pilares com o material que escolher. Acho que o cinza do horle para esta obra fica muito escuro, se for usá-lo use revestido. De resto é paciência e dedicação!

  • Adorei a matéria, estou no primeiro ano, mas só estamos trabalhando na parte de edificações e terrenos planos por enquanto. Nossa maquete mais complexa vai ser a Villa Savoye de Le Corbusier.
    Minha duvida no momento é como fazer a água de uma piscina, da para impermeabilizar o papel holler e usar gel de cabelo e depois usar verniz em spray?

    • Boa noite Fabrizio. Não recomendo esse trabalho todo não. Para uma piscina ou espelho d´água simples só papel azul e filme plástico serve. Se quiser um acabamento um pouco mais rústico que representa o vento na água… use uma resina por cima aplicada com pincel ou esponja. Resina de poliéster e catalisador são relativamente fáceis de encontrar em lojas de tintas, materiais de construção ou então em lojas de materiais para arte e artesanato. boa sorte!

  • Boa noite… gostei muito das suas dicas, vão me ajudar muito nesse inicio da facu. de Arquitetura. E muito obrigado por dividir o seu conhecimento com todos nós. muitos cobrariam por essas dicas.

  • Olá Fabio, boa noite!

    Gostaria de confirmar que tipo de papel colorido vc sugere para fazer uma maquete volumétrica.

    obrigada. Parabéns pelo blog.

    • Michelle, como escrevi no texto: Prefiro maquetes clean, tom sobre tom. Para escolher qualquer cor basta revestir o papel usado na maquete. Se quiser menos trabalho compre papel já revestido.. horle, paraná, ou papel pluma!
      Boa sorte

  • Parabéns Fábio pelo site e pelo seu trabalho. Minha filha está iniciando na arquitetura e está às voltas com construção de maquetes. Suas dicas foram muito úteis.
    Sucesso!

  • Ola…adorei seu post, e está me ajudando muito no meu trabalho de conclusão de curso de projetista.
    Gostaria de saber se você poderia me dar uma ideia de como faço o detalhe no meu projeto em janelas de vidro, onde no meu projeto uma parte da parede é de 3mx2m . Agradeço sua atenção.

    • Natália,
      Quando a intenção é mostrar o interior pela janela, pode-se deixar aberto ou colocar um plástico transparente (recomendo celofane, comprado especificamente ou o que tiver à mão; por exemplo pedaço de pastas plásticas).
      Quando a intenção é a volumetria do vidro como fechamento, usa-se um material mais espesso, mais translúcido, ou com mais cor até chegar no totalmente opaco (como fazemos em piscinas e espelhos d’água papel colorido por trás do plástico).
      Bom trabalho!

  • Fabio, boa tarde… Adorei suas dicas, estao sendo muito uteis para fazer as maquetes. Muito obrigada!!!
    Gostaria de uma ajuda, tenho uma maquete da Casa de Canoas, Oscar Niemeyer para fazer. E gostaria de dicas de como fazer a pedra da area externa, prox a piscina. Brigadaa

    • Gabriela, que bacana! Deve ser incrível fazer a maquete desta casa, inclusive este já é o segundo comentário sobre ela. As pedras são importantes! Para fazê-las normalmente utilizamos algum material moldável, como argila, epóxi (aquela massinha em dois componentes), etc. Em escala real se utiliza isopor e cimento por cima (pedra falsa, sabe?), para maquetes também vale isopor e qualquer massa com tinta por cima. Use basicamente cinza com pinceladas bem leves de outras cores por cima.
      Boa sorte!

    • O que você procura específico me parece difícil. Duas sugestões:
      1-) Procure por papelarias próximas as faculdades de arquitetura. Em São Paulo temos a Papelaria Universitária e a Papel total por exemplo, ou a ótima a “A Casa do Artista” também para outras artes..
      2-) Caso não encontre, adapte a escala da maquete até coincidir com o material que possui (ou encontrou) disponível.
      Boa sorte!

  • Olá Fábio , estou fazendo uma maquete numa base do tamanho de uma folha A4 e preciso colocar na maquete escala Humana , estou com um pouco de dificuldade será que vc poderia me dar uma ajuda ?

    • Sabrina, a intenção do post é ajudar.. a escala humana como o nome diz deve estar em escala. Veja a proporção entre a maquete e a realidade e busque algo que represente um ser humano com o respectivo tamanho (1,70m?). Veja se a representação precisa ser mais séria ou despojada. Pedaços de madeira, bonecos em escala.. infinitas opções. Boa sorte!

  • Parabéns pelo trabalho e por compartilhar conosco todos os passos. Sou aluna de Design de Interiores e estou super interessada em seguir na área de maquete, assunto que me fascina.
    Sucesso pra você!

    • Kátia, obrigado pelo comentário. O mercado é amplo e a área de maquetes é também muito interessante!
      Boa sorte e espero que volte enviando link para seus trabalhos!

    • Olá João! Este assunto me interessa bastante, mas não tenho nenhuma bibliografia específica na questão da representação física para indicar (imagino que seja esta sua dúvida). Agora se a questão é conceito estrutural aí mudamos de disciplina e é mais fácil recomendar… Gosto muito dos livros do Yopanam Rebello, acho que o mais conhecido é “A concepção estrutural e a arquitetura”. Tem também o “Concreto armado eu te amo” do Manoel Henrique campos Botelho, e ainda o “Estruturas de Aço: Conceitos, Técnicas e Linguagem” do Luis Andrade de Mattos Dias. Desde 2014 tive conhecimento de uma iniciativa muito legal, o sistema MOLA de maquete para estudo/ensino de estruturas, inclusive ano passado lançaram o Mola 2… https://www.catarse.me/mola Muito Legal né? Abraços.

  • Bom dia Fábio. Há 20 anos atrás fiz maquetes para alguns arquitetos aqui na minha cidade, Ribeirão Preto. Gosto demais de fazer!!! Por questões que não vem ao caso eu parei. Hoje no mercado tem espaço para esse trabalho? Abraço.

    • Reinaldo, bom dia. Acredito que haja mercado sim. Porém, é algo bem específico.
      O mais comum é a produção de maquetes físicas para empreendimentos imobiliários, que precisam vender as unidades e investem nesta ferramenta dentro do stand. Alguns escritórios de arquitetura também terceirizam maquetes, mas é um pouco mais difícil.
      Boa Sorte!

    • Sandra, infelizmente não dou esse curso (e nem nunca fiz pois aprendi com a matéria e a prática de maquetes na faculdade). O único curso “avulso” que conheço e indicaria é o do Ycon :. Veja se está adequado ao que pretende. Abs.,

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