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Cinemateca Brasileira (antigo Matadouro Municipal de São Paulo) – Arq. Nelson Dupré

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Há muito havia ouvido falar deste lugar e também pesquisado algo sobre este projeto; a Cinemateca Brasileira, ou antigo Matadouro Municipal de São Paulo, do Arq.Nelson Dupré. Depois que fui lá assistir a uma seção de “cinema silencioso”, virou postagem obrigatória, tanto aqui no “Lanfer Arquitetura” como no “Viagem pelo Mundo” (site de viagens no qual colaboro).

O lugar é o antigo Matadouro Municipal de São Paulo, que foi transformado na Cinemateca Brasileira através de um projeto de restauro e conversão do Arq. Nelson Dupré (também responsável pela transformação da Estação Júlio Prestes na reconhecida “Sala São Paulo“).

Os galpões foram construídos em 1884, projeto de Alberto Kuhlman, e funcionaram como matadouro até 1927. O conjunto é tombado por seu patrimônio histórico; no poder estadual pelo Condephaat e no municipal pelo Conpresp.

Internamente à estes galpões funcionam salas de exposição e eventos, foyer, estar, café, sanitários e claro os cinemas.

A estrutura original da cobertura não pode ser mantida por estar muito danificada. Foram feitas novas tesouras metálicas depois de um estudo das originais.

Tudo que é novo se destaca do antigo, como as treliças, iluminação e forro pintados de branco, ou as molduras pretas e os novos vidros nas portas e janelas. Essa é uma ótima forma de facilitar a compreensão dos visitantes em identificar aquilo que é histórico e aquilo que é atual/contemporâneo.

No espaço de um destes galpões (chamado de “salão de eventos”, onde estava ocorrendo uma exposição fotográfica) há um local “oco” com piso de vidro por cima, onde é possível ver os trilhos utilizados na época do matadouro para trazer os animais.

 Um ótimo local para um passeio em São Paulo!

Também existem áreas externas, que são utilizadas para apresentações, projeções e também como área de convivência. Porém, mesmo com a noite de lua cheia me faltou um bom equipamento para que as fotos ficassem dignas de postar aqui (a máquina da Deise estava com ela em Foz do Iguaçu, rsrs..!).

A ligação entre os galpões funcionam como varandas, numa extensão atualizada dos espaços internos. A cobertura é transparente e se apóia em estruturas metálicas fixadas nas paredes e apoiadas com tirantes.

A intervenção é de uma grande delicadeza, permitindo luz, ventilação, além do uso adequado e visando a preservação histórica. Acima o café/lanchonete do lugar.

As edificações antigas com suas paredes espessas conferem um bom isolamento acústico, já o conforto acústico é melhorado com a especificação dos materiais internos (e atuais) da sala. 

Aqui coloquei imagens da sala menor. Já a sala maior possui 230 lugares e recursos interessantes como abertura e fechamento automático de cortinas “blackout”, além da perfeita visibilidade da platéia.

Para finalizar, imagens das texturas dos elementos construtivos mantidos originais evidenciando seu tempo e transformações. Espero que gostem!

Ainda interessado em projetos como este? Veja um artigo sobre intervenções em edificações antigas com o uso de estruturas metálicas (incluindo algumas informações da execução da cinemateca): Revista Construção Metálica Ed.113 

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – 04021-070 – São Paulo
(11) 3512-6111 / [email protected] / www.cinemateca.com.br


Fabio Lanferhttp://www.lanfer.arq.br/
Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie (2008). Está sempre em busca de formas inovadoras e tecnologias mais sustentáveis para criar os seus projetos.

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Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie (2008). Está sempre em busca de formas inovadoras e tecnologias mais sustentáveis para criar os seus projetos.
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