17 – Construção do canil


O canil é a última parte das 17 postagens da obra da casa. Para ver esta obra completa, ou partes dela na sequência de postagens você acessa na série:
Se quiser iniciar na ordem cronológica, pule para a primeira postagem clicando aqui.

Para execução da cobertura do canil resolvi utilizar sobras de madeira do antigo telhado que foi desmontado e reformado. Tínhamos disponíveis 3 antigos pilares (dos 4 pilares originais, um apodreceu e seu “resto” foi usado durante a obra).
Destes 3 disponíveis, o maior foi dividido em dois para fazer os pilares de trás (que são mais baixos), e os outros 2 menores foram usados na frente.


Foi necessário então fazer um encaixe deste, no pilar “novo”(como mostra a primeira foto), os outros estavam prontos.
Todos os pilares foram complementados na altura pelas bases de concreto; só assim poderíamos cortar o maior em dois, e aproveitando que a base de concreto evita a umidade na madeira!


Estas bases foram feitas com latas de tinta como forma, e armadas com sobras de ferragens.
Onde eram apoiadas sobre a terra usamos resto de treliças de laje como armação num buraco escavado, formando uma broca de 50 cm de profundidade.
Onde já havia um contrapiso furamos e inserimos vergalhões para uma conexão mais firme (é possível vê-lo na foto). E dá-lhe mão na massa!


Os pilares foram chumbados dentro das latas com pregos entortados para aderência e usamos gabaritos para a manutenção do prumo durante a cura.
Bases e colunas prontas, vamos agora para a cobertura da tal residência canina;
Precisávamos vencer o vão e apoiar as telhas de fibrocimento – mais conhecidas como “brasilit” (que é o nome da marca, seria então o “bombril” das telhas, rs). Possuíamos um caibro de tamanho suficiente que foi utilizado como a terça de trás (a telha é apoiada em duas terças).
Para a terça da frente, haviam dois pedaços de viga sobrando e resolvi fazer um teste:


Utilizei uma conexão japonesa, variação eficiente de conexões que são bem usuais em emendas apoiadas por aqui.
O desenho desta emenda adaptei do blog do Eng. Alan Dias, conforme meu rabisco acima.
E o resultado está na foto abaixo.


Para executar o encaixe usamos apenas serra tico-tico e furadeira. E claro, dois parafusos grandes. O parafuso menor é o que segura as telhas, fixados na primeira e na ultima onda.

Um banho de tinta e tudo resolvido; área coberta e quintal, cerca e portão.
Entre a cobertura e o muro há espaço para ventilação, que precisa receber grade para evitar fugas (o cão poderia utilizar a casinha como degrau), e assim poderemos encostá-la depois que ela receber um trato).

Para finalizar, o canil pronto e o morador! 
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Album –  Projeto Residencial no Litoral Norte

Existe uma expressão utilizada para desqualificar o trabalho de um arquiteto que seria “não sabe nem projetar uma casinha de cachorro”. Bom, aqui garanto a minha exclusão deste tipo de ofensa!
Até outro post!

 


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