16 – Execução da Piscina


A piscina é a penúltima parte das 17 postagens da obra da casa. Para ver esta obra completa, ou partes dela na sequência de postagens você acessa na série:
Se quiser iniciar na ordem cronológica, pule para a primeira postagem clicando aqui.
Projeto pronto em portifólio, clique aqui.

Execução da piscina:

Embora normalmente executada por último, a piscina deve ser pensada antes de tudo, ainda em projeto. Sua posição deve ser calculada para favorecer o uso, ou seja: um local onde incida o máximo de sol possível, mas tenha ao mesmo tempo privacidade e uma provável integração com a área de lazer.
  • Uma “prainha”, ou área rasa (com aproximadamente 30 a 40cm de profundidade), é ótimo para permitir o uso por qualquer idade, e garantir uma área de relaxamento.
  • A área do “tanque” (entre 0,80 a 1,50m de profundidade), pode ser projetada para jogos, natação de lazer (não competitiva). *As piscinas de clubes e associações esportivas atendem quesitos técnicos, que variam de acordo com a modalidade e o nível de competição desejado.
Na foto acima, o estudo de implantação que fizemos, e na foto abaixo a piscina já antes do acabamento. Primeiramente foi feita a escavação, depois o muro de arrimo (que serve como uma fôrma externa), depois se faz a armação completa, e na sequência o posicionamento das tubulações e instalações nas laterais e fundo.
Na sequência vem a concretagem da laje de piso, e a execução das formas internas (também em alvenaria; onde serão embutidas as lâmpadas, os jatos – circulação normal e spa – e o bocal da mangueira de sucção). Posteriormente ocorre a concretagem das paredes (no meio do sanduíche de alvenaria) e aí então a casa de máquina e os acabamentos. Parece exagero, mas é a forma mais segura de se construir uma piscina.
O revestimento da piscina deve ser pensado para durar, ou seja, para que a piscina não fique com cara de antiga ou “datada” logo (o que me parece comum ao pesquisar outras piscinas na internet).
As bordas são importantes; não podem ser escorregadias e devem ter cantos arredondados para evitar acidentes. Utilizamos granito branco (combina com as janelas) e as calçadas de pedra San Tomé, a mesma usada na base das paredes da casa em tijolo à vista.
Ao redor da piscina é sempre interessante haver uma calçada, para que se possa circular com mais conforto e sem levar sujeira para a água. No caso aqui deixamos 1 metro. A prainha também pode ser complementada por jatos de hidromassagem. Quanto à temperatura, mesmo num país tropical, considere colocar aquecimento. Não colocá-lo significa gastar dinheiro de qualquer forma para construir a piscina, mas utilizá-la pouco. O ideal é utilizar aquecimento solar (quando a posição da piscina e de telhados próximos permitirem). Outra solução é o trocador de calor, que funciona como um ar condicionado ao contrário (retira calor do ar e joga na água). É econômico, porém demora um pouco para esquentar toda a piscina (normalmente ligamos um ou dois dias antes de usar).
Para os equipamentos deve se pensar na casa de máquinas. Ela deve estar posicionada num raio de 3m a partir do ralo de fundo da piscina, e os tubos devem estar todos abaixo da linha d’água para o correto funcionamento. Deve estar prevista obviamente a chegada dos pontos de água, esgoto e energia.
Dicas para a manutenção da sua piscina? Veja este post
Voltando aos revestimentos com a foto da piscina pronta; pastilhas de vidro (2,5cmx2,5cm) dariam um aspecto muito bonito, mas tinham o inconveniente de serem muito mais caras e exigirem muito mais manutenção nos rejuntes. Optamos pelas pastilhas cerâmicas 10x10cm em três tonalidades.
 As mais escuras são utilizadas nas bordas e linha d’água, onde normalmente mancham mais, além de demarcar os degraus e compor um desenho simples e elegante no fundo.
Para executá-lo foram cortadas as pastilhas para que não ficasse com efeito serrilhado.
Espero que tenham gostado.
Dúvidas, escrevam na caixa de comentários!

 


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