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12 – Um pouco de hidráulica, fossa e sumidouro.

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Chegou a hora da infra de saneamento na série:

ACOMPANHE A SÉRIE: OBRA RESIDÊNCIA NO LITORAL NORTE DE SP

Depois que a obra é coberta, ela já parece bem adiantada.
Mas, antes da etapa de acabamentos temos que executar todas as instalações.

Na região onde se localiza esta casa, assim como em muitos outros locais no nosso litoral, não há rede de esgoto, então utilizam-se fossas sépticas e sumidouros. Elas devem obedecer normas para seu projeto e receber a aprovação da prefeitura para execução.

* Caixa acoplada ou registro/válvula de parede ?

A escolha entre vaso com caixa acoplada ou registro de parede (válvula hydra) é bem pessoal. A manutenção nas caixas acopladas costumam ser mais simples, além da economia com as tubulações e conexões, que são de menor bitola (por isso as construtoras hoje estão preferindo – e eu inclusive). Um outro aspecto é o ecológico; as caixas acopladas limitam a quantidade de água por descarga, já a válvula permite maior fluxo (o que para alguns significa conforto). Outra questão é a de espaço; vasos com caixa acoplada ocupam um pouco mais de espaço no banheiro. Aqui os clientes optaram por válvula, que já era o sistema que havia no restante da casa.

Atualização: Na obra de reforma dos banheiros alguns anos depois colocamos vasos com caixa. Pode ser vista a obra pronta neste link.

As lajes foram concretadas com as instalações já passadas; conduítes de elétrica e aberturas para os tubos hidráulicos. Mudamos um pouco a posição dos equipamentos do banheiro mas à tempo; antes das tubulações terem sido chumbadas e feitas as ligações corretamente. O contrapiso do banheiro também, claro, só foi concretado após a passagem dos canos.

Acima, fotos da caixa de passagem e dos tubos de esgoto. Caixas de passagem e inspeção (que podem ser de alvenaria ou pré-fabricada de concreto, pvc, etc) são obrigatórias em todas as mudanças de direção, e também a cada 6 metros para não haver emendas nos canos (que possibilitariam vazamentos no solo e contaminação ambiental).
A ligação é feita prevendo a inclinação de acordo com a vazão necessária.

Na última conexão – do cano com a fossa – é feito um sifão que evita retorno do ar (e do mal cheiro).
Acima o sumidouro sendo montado. Uma técnica para terrenos arenosos é substituir os vãos entre os blocos por conduítes inclinados, assim a água sai mas areia não entra prolongando a vida útil do equipamento! Abaixo a fossa já concretada e rebocada.

Proximo post, número 13 sobre acabamentos, aqui.

Lembrando que se quer ver a obra pronta visite a casa em Portifólio.
Até lá!


Fabio Lanferhttp://www.lanfer.arq.br/
Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie (2008). Está sempre em busca de formas inovadoras e tecnologias mais sustentáveis para criar os seus projetos.

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Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie (2008). Está sempre em busca de formas inovadoras e tecnologias mais sustentáveis para criar os seus projetos.
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